segunda-feira, 31 de maio de 2010

Em Fim

"Breves coisas" foi um espaço de partilha de historias, sensações, emoções e muito mais.
Mas, como em tudo na vida, tem de ter um fim. A minha disponibilidade para estar aqui, com a regularidade que eu acho que estas coisas devem ter, é, neste momento, muito reduzida.
Agradeço a todos os mais de 2 mil visitantes que aqui vieram ler, comentar e sonhar comigo, fazendo com que o blog tivesse mais de 5 mil "page views".

Obrigado e até breve!


Jorge Palma - À Espera do fim

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Transformações!

Muito bom este DVD, "Bob Dylan: The Other Side of the Mirror".
Aqui se pode ver, um daqueles raros momentos, em que bastaram alguns minutos para se transformar toda uma maneira de pensar, e a maneira como uma geração via a música Folk e o rock & roll.
Naquele festival, Dylan introduziu um set eléctrico em duas músicas e mudou por completo a forma como uma geração de americanos viam e ouviam aquele estilo de música.

"In one single instant Dylan plugged in an entire generation, forever changing not only the way the music was made, but the way it was heard."


Bob Dylan - Live From the Newport Folk Festival (trailer)

Bob Dylan | Vídeos de Música do MySpace

Diferenças

Não podia estar mais de acordo com o Bernardo:

"Podemos continuar a pensar que os aliados europeus são para as ocasiões. Podemos, mas corremos o risco de não estar a ver bem a fotografia. Veja-se o caso do funeral do Presidente da Polónia e o comportamento do Presidente da Geórgia, se comparado com outros chefes de Estado da União Europeia, como é o caso de Portugal. Saakashvilli, por exemplo, para chegar a Cracóvia a tempo, vindo dos EUA, fez escala em Portugal, Itália, Turquia, Bulgária e Roménia. Só aqui tomou um avião para a Polónia. A sua mulher, por exemplo, conduziu 13 horas seguidas de Tbilissi a Cracóvia.
Por seu lado, o Presidente Cavaco, retido em Praga, podia ter ido de carro até Cracóvia, bem mais perto do que a viagem para Portugal. Sem comitiva "empresarial", claro, mas podia. É verdade, não foi caso único, mas isso não o desculpa. Preferiu este espectáculo parolo das boleias e das estações de serviço para vir rapidamente para o nosso querido Portugal, que já estava muito desorientado sem a sua presença. Perdeu uma boa oportunidade de dignificar o país. Parece que é uma das suas competências."

terça-feira, 30 de março de 2010

Enjoy The Silence

"Enquanto isto, o congresso tratou o único candidato que se preparou, que estudou, que arriscou e que parece disposto a fazer a guerra ao PS numas eleições, como um rapaz malcriado" Clara Ferreira Alves - Expresso -

Sem querer entrar neste assunto de forma muito contundente, parece-me evidente que em Portugal há sempre uma grande resistência a quem se prepara e consegue levar a cabo um projecto com método, rigor e muito trabalho.
Eu sei que pareço, muitas vezes, ser uma espécie de mercenário, e que trabalho é trabalho, e conhaque é conhaque, mas, mesmo assim, não posso deixar de olhar para as ultimas semanas com um sorriso nos lábios.
Para os outros, aqui fica a minha singela homenagem:

quarta-feira, 17 de março de 2010

Por falar em regionalização...

"Uma voz lúcida e activa sobre o país e principalmente sobre o Norte. Finalmente conseguimos ter alguém descomprometido , sem viver "agarrado" ao aparelho partidário, e que acima de tudo não precisa da política para se afirmar socialmente. Acredito que com esta nova geração o Porto vai sair do marasmo em que tem vivido nos últimos anos."
João Morais


sexta-feira, 12 de março de 2010

10 anos

Há, de facto, coisas incríveis na nossa vida. Hoje de manhã acordei e reparei que envelheci 10 anos!
Como é que é possível envelhecer 10 anos de um dia para o outro? Será razoável pensar que envelheci gradualmente durante 10 anos, e sem saber muito bem como, um dia olho para o espelho e vejo aquilo que não vi durante anos e anos? Foi uma experiência muito estranha olhar e ver-me assim, cheio de cabelos brancos e com a pele ligeiramente enrugada. Nunca a expressão "um dia acordas e a tua vida passou num instante" fez tanto sentido.
Assusta-me a ideia de pensar na quantidade de coisas tão importantes e talvez tão elementares como esta, que eu não vi, não reparei, nem dei importância durante estes últimos 10 anos.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Fundo do Baú

Depois da mudança de casa, estava a arrumar umas coisas quando encontrei esta foto.
A historia dela é simples. Quando em 2003 estava a viver em Itália, numa viagem a Piza, depois de um jantar bem regado, fomos à universidade local para uma manif (festa entenda-se!) contra a guerra no Iraque, que tinha começado dias antes.
No meio da confusão, já nem sei bem como, acabamos a discursar perante centenas de estudantes, naquilo que deveria ter sido uma declaração contra a guerra, mas que acabou por ser umas palavras de incentivo.
Fomos assobiados e vaiados...


PS: este senhor, comigo na foto, é agora uma estrela da radio TV disco e da cassete pirata, e parece que vai estrear amanhã mais um programa, um formato juvenil dedicado à União Europeia, na RTP2, intitulado “Eurotwitt".

Shape Of My Heart

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010



Pois, é mais ou menos isto...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Chamar os bois pelo nome!

Acabado de entrar pela porta principal, e depois de ter passado pelo detector de metais e revistado pela policia, começa a subir a escadaria principal, que se divide a meio. Pára, e pensa, pela esquerda ou pela direita?
Será que mais alguém se poderia lembrar de tal coisa? Só na cabeça dele é que uma bifurcação da escadaria da Assembleia da República o levaria a pensar se, seria fiel à sua velha máxima que traduz a ideologia em que acredita, na qual, na dúvida sempre à direita, ou, por outro lado, iria optar pela esquerda.
Vira então à esquerda e continua a subir. Aparece um contínuo que o questiona quanto ao motivo da sua presença naquele sitio. Vim falar com o Sr. deputado, diz ele, ao que o contínuo responde - então acompanhe-me por favor. Percorreram os corredores do poder por alguns minutos, frios,escuros, um pouco sinistros até.

Vai ter de aguardar, o Sr deputado está ocupado mas recebe-o já. Vai ter de aguardar?? Mas eu marquei dia e hora e o Sr deputado está ocupado? pensou ele.
Passados uns minutos lá entrou na sala. O deputado recebe-o de forma descontraída, faz perguntas de circunstância e, claro, fala sobre o tempo, que está de chuva.
Já a começar a ficar meio meio incomodado com a banalidade da conversa dispara a primeira pergunta - Sr. deputado, pode dizer-me o que o levou a aceitar estar nas listas de um partido, e consequentemente, vir para a Assembleia da República assumir o mandato de deputado? Peço-lhe que não me responda com frases estudadas e desculpas de vão de escada como "estou aqui para servir Portugal, ou para servir o Povo, ou porque era o meu dever cívico.
O deputado ficou perplexo! Como? respondeu visivelmente incomodado. Eu respondo como entender, não aceito que condicione as minhas respostas, está a perceber?
Sim sim, então responda por favor.

Bom eu gostaria de começar por dizer que é para mim uma grande honra poder representar o meu povo, o povo que me elegeu, o povo de Freixo de Espada à Cinta, sempre com a consciência de que estou a desenvolver um trabalho de âmbito nacional, seguindo criteriosamente aqueles que são os desígnios da minha consciência cívica e politica, e obedecendo, naturalmente, ao respeito pelo programa do meu partido, que foi aliás sufragado pelos eleitores nacionais. Nesse sentido, tenho desenvolvido aquilo que considero ser um trabalho positivo, na comissão para os assuntos borucráticos e na comissão de desenvolvimento e acompanhamento das questões de âmbito social.

Sr Deputado, em conformidade com aquilo que acabou de dizer gostaria, respeitosamente, de o mandar para o caralho, e passo a explicar: o senhor, assim como 80% dos seus colegas de bancada e de hemiciclo, estão aqui porque se tornaram, faça-se essa justiça, verdadeiros alpinistas partidários. O senhor, e pessoas como o senhor, pegaram nos partidos políticos, que são onde reside a verdadeira essência das democracias, como interluctores dos cidadãos e das suas vontades, e fizeram deles os seus trampolins para um chorrilho de atropelos à causa nobre que deveria ser a politica. Servem-se da causa pública para fazer negócios de carácter duvidoso, para se servirem e não para servir o país. Para alem disso, minaram de tal forma o estado e a administração publica que agora nem sequer conseguem inverter a tendência de abismo que o País tem, e que vai, necessariamente, conduzir essas mesmas pessoas que Vossa Excelência representa, à miséria, precariedade e conflito social.
Um silêncio ensurdecedor encheu por completo aquela sala durante alguns segundos, até que o deputado diz: Epá, tem razão pá! mas olhe, vamos fazer o seguinte, você não diz nada a ninguém e eu contrato-o para meu assessor. Pode ser? Ele esperou, pensou mais alguns segundos e disse: Combinado!! Sr deputado, deixe-me que lhe diga, é uma honra trabalhar para si e poder também dar o meu contributo para poder servir este grande País!
Porreiro pá. Estava mesmo a precisar de um pessoa como você! Frontal, decidida e que não tem medo de chamar os bois pelo nome!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Três 3

3 pequenas coisas:

1 -Quando, num dado momento, nos vemos confrontados com um problema, só nos resta 3 alternativas, ou viramos as costas e tentamos que ele passe sem deixar mossa, ou tentamos lidar com ele de forma a conciliá-lo com o resto do nosso dia-a-dia, ou vamos à guerra e pegamos o touro pelos cornos.

2 - As vistas do meu (ainda que arrendado) novo apartamento, são, não o magistral estuário do Tejo, como foram durante tanto tempo, mas sim, um clube de ténis. Às vezes, ao final da tarde, quando estou a fumar (obsessão compulsiva da qual não me consigo libertar) admiro as aulas nos vários courts, e diariamente consigo ver reflectida uma singular maneira de ser deste admirável (ou não) povo! O laxismo com que os alunos batem as bolas sem terem a menor preocupação de o fazer bem feito e com brio, é talvez mais uma bela metáfora da geração de portugueses que estamos a criar! Ai de quem lhes diga que têm de se esforçar para serem melhores... traumatizavam as criancinhas para a vida!

3 - Hoje decidi ir à guerra!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

ありがとう (arigatō)

Um agradecimento especial ao meu amigo Gonçalo por isto!

http://ginkgo-sushi.blogspot.com/

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Fim de um Império

Imagine-se o cenário de um Império, com tudo aquilo de grande, sumptuoso e magnânime que um Império tem.
Um Imperador que é adorado e venerado, que ninguém contesta ou sequer põe em causa. A sua sabedoria, mestria, capacidade de liderar e, está claro, a sua Autoridade são tão naturais como a sua legitimidade.
Um senado constituído por uns quantos iluminados, escolhidos a dedo pelo Imperador, dos quais se destacam o Grande Mestre, campeão de boxe do império, ex-braço direito do Imperador e o Conde Redondo, assessor jurídico, aliado na estrutura do império (diz-se que anda sempre com um gatinho no colo, a quem faz festas na cabeça, enquanto engendra planos maquiavélicos para destruir os adversários).
A visionismo do Imperador fazia do "Príncipe" de Maquiavel, um livro de segunda.
O Império durou décadas, cada vez mais se expandia e conquistava territórios e prestigio, infligiu derrotas pesadíssimas nos terrenos dos seus adversários, reduziu os seus inimigos a simples rastejantes, tornando-os pateticamente submissos.
O Império ruiu!
Como tudo na vida, teve um fim.
Morreu o gatinho do Conde Redondo, o Grande Mestre teve um problema de saúde que o deixou com sequelas irreversíveis.
O Imperador vive, mantêm-se no poder, mas já não domina o Império. O Imperador irá, estou certo, permanecer na memória dos seus súbditos, e nas gerações futuras. Está, no entanto, ferido de morte...

Viva o Imperador!!!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Rio 2016



Aqui fica este vídeo, enviado por uma amiga, da candidatura do Rio de Janeiro aos Jogos Olímpicos de 2016.
No vídeo fica bem patente aquilo que o Rio tem de bom (também outra coisa não seria de esperar de um vídeo de candidatura e de promoção da cidade), e que mostra que, em termos de enquadramento natural, esta cidade é única. Não mostra é o resto, as favelas, a pobreza, o sentimento permanente de insegurança, etc, etc.
De qualquer forma, guardo muito boas recordações do tempo que lá passei, em especial do leblon, da lapa e de Ipanema.