sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Férias II

Quando, na terça-feira, me levantei às três da manhâ para ir para o aeroporto de Newark, em New Jersey, já me sentia bastante febril . No entanto, como sempre se faz, achei que ia passar.
O vôo de Nova Iorque para Miami não foi muito agradável, mas, quando aterrei, fiquei com a sensação de que tinha passado a correr!
Depois de um bom almoço na Ocean Drive, em Miami Beach, seguimos no nosso Chrysler Sebring cabrio, em direcção a Key Largo.
A viagem até Key Largo (primeira paragem com destino a Key West) é curta (90 km), mas já dá para ter uma ideia do que nos espera a seguir, ou seja, um cenário absolutamente idílico, exótico e tropical, com um mar de côr azul turquesa.
O primeiro Hotel, o Key Largo Grande Resort and Beach Club, foi um óptima aposta, já que tivemos dois dias de descanso na praia privativa, que deu para recuperar da "maratona" de Nova Iorque, e da viagem de avião atribulada para Miami (para contar mais tarde!).





Férias I

O plano era simples, cinco dias em Nova Iorque, e depois férias de praia, das quais não prescindo!
Foi a primeira vez que vi Nova Iorque no Verão e em Agosto. É uma cidade completamente diferente do cenário que me habituei a ver quando lá vou, ou seja, coberta de neve, com muito frio e toda decorada, típica da altura do Natal.
A cidade assim parece-me mais confusa, com muito mais turismo e sem o charme muito característico da altura natalícia. Mas esta viagem também não compria o desígnio de uma viagem de compras, mas sim o de desfrutar da cidade, fazer coisas que habitualmente não se faz no Inverno devido à temperatura, e também fazer de cicerone à Ana, que não a conhecia.
A grande vantagem de ir nesta altura é que se pode andar confortavelmente nas ruas, de dia e de noite, sem nos termos de preocupar com o frio, cheios de roupa e com cachecóis!
Por isso, podemos desfrutar de imensos passeios, conhecer melhor partes da cidade que noutras alturas não tinha conhecido bem, como Soho e o Central Park.
Fizemos o habitual circuito de quem se estreia nestas andanças nova iorquinas, com a subida ao Empire State Building, os passeios de autocarro, visita a museus (adorei o MOMA), etc.






Back in Business!

Em breve, o relato da viagem acompanhado de fotografias!



quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Férias!!!


Pois é, toca a todos. Amanhã vou partir em digressão para os EUA. Nova Iorque primeiro e Florida Keys (Key Largo e Key West) depois.
Apesar de ser a quinta vez que vou à Big Apple, não me canso. Já tenho o roteiro da cidade na minha cabeça e certamente não vou deixar de passar por alguns restaurantes, livrarias, museus, lojas e clubes de jazz (dos poucos sítios onde ainda se pode fumar!).
Depois rumo a Miami, apenas para alugar 1 carro e partir em direcção às Florida Keys (talvez pare em Ocean Drive para tomar 1 café).
Diz quem conhece, que se trata de uma travessia de carro absolutamente fantástica, já que se percorre 300 Kms em viadutos sobre o mar das caraíbas, num conjunto de ilhas que separam o golfo do México do Oceano Atlântico.
Quando regressar, lá mais para o fim do mês, fica prometido um relato de viagem, com suporte fotográfico.
Até lá!

domingo, 2 de agosto de 2009

Escolas de crime!

Esta é uma improvável citação no meu blog, devido ao facto de raramente concordar com o autor, mas não posso negar que neste texto de Pacheco Pereira há uma sensação de "Déjà vu"...

"Um jovem que chegue hoje a um partido político por via das "jotas" entra numa secção e encontra imediatamente um mundo de conflitos internos em que as partes o vão tentar arregimentar. Ele pode esperar vir para fazer política, mas vai imediatamente para um contínuo e duro confronto entre uma ou outra lista para delegados a um congresso, para a presidência de uma secção, para uma assembleia distrital, em que os que já lá estão coleccionaram uma soma de ódios. Ele entra para um mundo de confrontação pelos lugares, que se torna imediatamente obsessivo. Não se fala doutra coisa, não se faz outra coisa do que procurar "protagonismo" e "espaço político".

Se se deixa levar, ou pior, se tem apetência para este tipo de vida, passa a ter uma sucessão de reuniões e começa a pertencer a uma qualquer tribo, herdando os conflitos dos dirigentes dessa tribo e participando do tradeoff de lugares e promessas e expectativas de carreira. Não lhe custa muito perceber que neste meio circulam várias possibilidades de ter funções cujo estatuto, salário e poder são muito maiores e com menos dificuldades do que se tiver que competir no mercado do trabalho, e tiver que melhorar as suas qualificações com estudos e cursos mais árduos. Por via partidária, ele acede à possibilidade de ser muita coisa, presidente de junta, assessor, entrar para uma empresa municipalizada, ir para os lugares do Estado que as estruturas partidárias consideram "seus" como sejam as administrações regionais de saúde, escolares, da segurança social. E por aí acima.

Veja-se uma biografia típica de aparelho partidário. Nascimento num meio rural, frequência de curso, abandono do curso "por funções políticas", nalguns casos terminado depois numa instituição de ensino superior privada sem grande reputação de exigência. Típica profissão, por exemplo, "consultor jurídico". Pouco depois de chegar às "jotas" já é chefe de projectos num programa público, por nomeação de um secretário de Estado da juventude (o delegado das "jotas" no governo), adjunto numa câmara muncipal, depois vereador . Como vereador dirige-se para os lugares de grande confiança política, urbanismo, candidaturas a fundos europeus, contratos-programa. Depois acumula com as empresas municipalizadas. Está a caminho de ser deputado, e eventualmente secretário de Estado numa área em que também é necessário a máxima confiança partidária, juventude, segurança social, comunidades. Ele sabe o que tem que fazer: gerir lealdades e obediências, empregar membros do partido em funções de chefia, subsidiar aquela instituição de solidariedade nacional "das nossas", "ajudar" o partido na terra X ou Y, a começar por aquela de onde vem.


Tudo isto ainda na faixa dos vinte, trinta anos. O grosso da sua actividade têm a ver com um contínuo entre o poder no partido e o poder na câmara municipal, ou no governo, um alimentando o outro. Com a ascensão na carreira, tornou-se ele próprio um chefe de tribo. Pode empregar, fazer favores, patrocinar negócios, e inicia-se quase sempre aqui no financiamento partidário e no perigoso jogo de influências que ele move. Como dirigente partidário ele é o chefe de um grupo que dele depende e que o apoia ou ataca em função dos resultados que tiver, em apoios, prebendas, lugares, empregos, oportunidades de negócios. Começa a enriquecer, a mudar o seu trem de vida. Já há muito que se habituou a ter carro, telemóvel, almoços pagos ou na função ou pela estrutura do partido que lhe dá um cartão de crédito para "trabalho político". Paga do seu bolso muito pouca coisa e conhece todas as formas de viver gratuitamente. Um amigo empreiteiro arranja-lhe uma casa a preço mais barato."


José Pacheco Pereira
Jornal Público, 11 de Julho de 2009

sábado, 1 de agosto de 2009

Sir Bobby Robson

De acordo com um comunicado da família, Bobby Robson «perdeu a sua longa e corajosa batalha contra o cancro e morreu, em paz, na manhã de hoje, na sua casa do condado de Durham, com a mulher e a família ao seu lado».

Foi, para mim, o treinador mais emblemático que conheci no banco do meu F.C. Porto. Com ele vi o meu clube ganhar dois títulos, e com ele aprendi que o futebol pode ser de "attack".
Não ganhou pelo Porto aquilo que outros ganharam, mas nunca esquecerei aquele titulo em Alvalade, que foi nosso, mas também uma grande vitoria pessoal dele.

Adeus Sir Bobby, nós Portistas, estou certo, nunca te esqueceremos!