sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Há vetos e vetos...

Addio Adido, Aufwiedersehen, Good bye!!

Pois é, agora é oficial, vou deixar a capital do Império.
Começaram portanto, oficialmente, as festas de despedida! Espero que seja mais um "até já", do que um "adeus".
Aqui fica o registo fotográfico do jantar em minha casa, com alguns daqueles que, verdadeiramente, são os mais próximos em Lx.






quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Adrenalina Pura!

Video de uma "rapada" filmado por mim, a 3 metros da areia, e a mais de 150km/h.
A isto eu chamo uma tarde bem passada!!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A feira!

A diferença entre voar na Ryanair ou voar numa companhia de bandeira é mais ou menos como a diferença entre fazer compras na Louis Vuitton ou na feira de espinho, ou seja, o produto é parecido mas tudo o resto é uma mera coincidência, sendo que o preço é o que realmente faz toda a diferença.

Nesta viagem a Madrid tornei a viajar na Ryaniar, e mais uma vez fiquei impressionado com a bandalheira e selvajaria comercial que este tipo de experiência nos impõe. Desde o momento que entrei no maldito Boeing 737-800, tentaram-me vender de tudo: cigarros sem fumo, perfumes mais baratos, comida manhosa aquecida no micro-ondas e mais uma parafernália de bugigangas que estavam no catálogo que nos impigem ainda antes de nos sentarmos. A certa altura aquilo deixa de ser um voo comercial e passa a ser uma feira, onde só faltou a hospedeira, (tão fraquinha coitadinha! não se arranjava nada melhor que uma mulher que parecia acabada de sair de um casting para a nova versão do drácula?) trazer um papagaio no ombro e outros animais exóticos para se vender a bordo.
O problema deste circo comercial não é o facto de me tentarem vender todo o tipo de coisas, mas o de não me deixarem dormir, sempre a anunciar estas merdas todas, aos berros no microfone e, ainda por cima, em varias línguas, obrigando a mulher a berrar pelo menos três vezes em cada produto.
Resultado: quando estava quase a adormecer, mais um berro! e assim sucessivamente...

Que saudades dos meus voos semanais na TAP entre o Porto e Lisboa, onde adormecia ainda o avião rolava na pista e só acordava quando aterrava na Portela!!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Verdes Anos

Seguindo a sugestão do meu amigo Eduardo de Brito Castela, aqui fica Verdes Anos, na casa de fados acapella em Coimbra, tocado pelo Quinteto de Coimbra, com a participação especial de Belle Chase Hotel.

Carlos Paredes

Porque esta guitarra anda dentro da minha cabeça há dois dias, aqui fica:

Sonhar também é viver...

Sim, sei bem
Que nunca serei alguém.
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra.
Sei, enfim,
Que nunca saberei de mim.
Sim, mas agora,
Enquanto dura esta hora,
Este luar, estes ramos,
Esta paz em que estamos,
Deixem-me crer
O que nunca poderei ser.

Fernando Pessoa

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Madrid!


Aqui vou eu...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Linha do Tua

Estreia na doclisboa2009, mais um documentário de Jorge Pelicano, depois do "Ainda há pastores?" de 2006.
Este novo documentário aborda a questão do desaparecimento da linha do Tua, em função da construção de uma barragem. Aponta também a mudança de prioridades, por parte da classe politica, relativamente às vias de comunicação no interior do país.
Eu ainda não o vi, mas parece-me que é mais um excelente registo da interioridade, das suas dificuldades e o constante esquecimento de Lisboa, face às tradições e reais necessidades das pessoas em nome de um pseudo "progresso".

Let's take a look at the trailer:

Sempre!

Não sei se fui só que reparei, mas quando o nosso povo é interpelado num qualquer evento da província (que termo fascista!!) ou da cidade, sobre se estão contentes ou a gostar, a resposta é inevitavelmente: Sempre!
Tá a gostar? Sempre!
Tá feliz? Sempre!
Mas que raio de fenómeno sociológico é este? Ninguém está sempre a gostar, nem ninguém está sempre feliz... Será que somos um país de lambe-botas empedernidos?
Será que somos um país de "yes men"? Sempre...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O Rei

O Rei Maradona, visto pelos olhos de Emir Kusturica, num documentário imperdível.
Aqui fica uma cena em que Manu Chao canta para o Rei, numa rua na Argentina.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Vasco Graça Moura

Ora aqui está uma reacção aos resultados das eleições legislativas, no mínimo, surpreendente.
Eu diria mesmo, um caso grave de disenteria verbal...

"Este prémio dado à incompetência mais clamorosa vai ter consequências desastrosas. A vida dos portugueses é, e vai continuar a ser, uma verdadeira trampa, mas eles acabam de mostrar que preferem chafurdar na porcaria a encontrar soluções verdadeiras, competentes, dignas e limpas. A democracia é assim. Terão o que merecem e é muitíssimo bem feito.
O País acaba de mostrar que prefere a arrogância e a banha de cobra. Pois besunte-se com elas que há-de ter um lindo enterro."

Vasco Graça Moura
DN - 30 de Setembro

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Brasil e os brasileiros

A propósito da historia da senhora que cuspiu nos Jerónimos, lembrei-me desta igualmente repugnante, mas que mostra bem o espírito de muitos brasileiros em relação a Portugal.
Só quem não conhece minimamente o Brasil é que pode ficar chocado com as atitudes dessa actriz e do cronista que em baixo vai ser citado. No Brasil que conta, ou seja, nas cidades em que há massa critica e pessoas minimamente informadas, este tipo de atitudes em relação a Portugal são frequentes, salvo algumas excepções de uma elite intelectual, artística e politica.
Quanto ao povo, a grande maioria, esses estão demasiado preocupados em arranjar dinheiro para comer, que nem sabem onde fica Portugal e qual a herança histórica, boa ou má, que ali ficou.

A historia que se segue é um artigo de um cronista brasileiro, Políbio Braga, que depois de uma viagem a Portugal escreveu estas palavras:

"Há apenas uma semana, em apenas quatro anos, o editor desta página visitou pela quinta vez Lisboa, arrependendo-se pela quarta vez de ter feito isto.
Portugal não merece ser visitada e os portugueses não merecem nosso reconhecimento. É como visitar a casa de um parente malquisto, invejoso e mal educado. Na sexta e no sábado, dias 24 e 25, Portugal submergiu diante de um dilúvio e mais uma vez mostrou suas mazelas. O País real ficou diante de todos. Portugal é bonito por fora e podre por dentro. O dinheiro que a União Européia alcançou generosamente para que os portugueses saíssem do buraco e alcançassem seus sócios, foi desperdiçado em obras desnecessárias ou suntuosas. Hoje, existe obra demais e dinheiro de menos. O pior de tudo é que foi essa gente que descobriu e colonizou o Brasil. É impossível saber se o pior para os brasileiros foi a herança maldita portuguesa ou a herança maldita católica. Talvez as duas. "

Na altura, o Embaixador de Portugal no Brasil, era Seixas da Costa, que nao se ficou, e usando o direito de resposta escreveu assim:

Um cidadão brasileiro, que faz o favor de ser meu amigo, teve a gentileza de me dar a conhecer uma nota que publicou no seu site, na qual comentava aspectos relativos à sua mais recente visita a Portugal. Trata-se de um texto muito interessante, pelo facto de nele ter a apreciável franqueza de afirmar, com todas as letras, o que pensa de Portugal e dos portugueses. O modo elegante como o faz confere-lhe, aliás, uma singular dignidade literária e até estilística. Mas porque se limita apenas a uma abordagem em linhas muito breves, embora densas e ricas de pensamento, tenho que confessar-lhe que o seu texto fica-nos a saber a pouco. Seria muito curioso se pudesse vir a aprofundar, com maior detalhe, essa sua aberta acrimónia selectiva contra nós.

Por isso lhe pergunto: não tem intenção de nos brindar com um artigo mais longo, do género de ensaio didáctico, onde possa dar-se ao cuidado de explanar, com minúcia e profundidade, sobre o que entende ser a listagem de todas as nossas perfídias históricas, das nossas invejazinhas enraizadas, dos inumeráveis defeitos que a sua considerável experiência com a triste realidade lusa lhe deu oportunidade de decantar? Seria um texto onde, por exemplo, poderia deter-se numa temática que, como sabe, é comum a uma conhecida escola de pensamento, que julgo também partilhar: a de que nos caberá, pela imensidão dos tempos, a inapelável culpa histórica no que toca aos resquícios de corrupção, aos vícios de compadrio e nepotismo (veja-se, desde logo, a última parte da Carta de Pêro Vaz de Caminha), que aqui foram instilados, qual vírus crónico, para o qual, nem os cerca de dois séculos, que se sucederam ao regresso da maléfica Corte à fonte geográfica de todos os males, conseguiram ainda erradicar por completo.

Permita-me, contudo, uma perplexidade: porquê essa sua insistência e obcecação em visitar um país que tanto lhe desagrada? Pela quinta vez, num espaço de quatro anos ? Terá que reconhecer que parece haver algo de inexoravelmente masoquista nessa sua insistente peregrinação pela terra de um "parente malquisto, invejoso e mal educado". Ainda pensei que pudesse ser a Fé em Nossa Senhora de Fátima o motivo sentimental dessa rotina, como sabe comum a muitos cidadãos brasileiros, mas o final do seu texto, ao referir-se à "herança maldita católica", afasta tal hipótese e remete-o para outras eventuais devoções alternativas. Gostava que soubesse que reconheço e aceito, em absoluto, o seu pleníssimo direito de pensar tão mal de nós, de rejeitar a "herança maldita portuguesa" (na qual, por acaso, se inscreve a Língua que utiliza). Com isso, pode crer, ajuda muito um país, que aliás concede ser "bonito por fora" (valha-nos isso !), a ter a oportunidade de olhar severamente para dentro de si próprio, através da arguta perspectiva crítica de um visitante crónico, quiçá relutante.

E porque razão lhe reconheço esse direito ? Porque, de forma egoísta, eu também quero usufruir da possibilidade de viajar, cada vez mais, pelo maravilhoso país que é o Brasil, de admirar esta terra, as suas gentes, na sua diversidade e na riqueza da sua cultura (de múltiplas origens, eu sei). Só que, ao contrário de si, eu tenho a sorte de gostar de andar por onde ando e você tem o lamentável azar de se passear com insistência (vá-se lá saber porquê!), pela triste terra dessa "gente que descobriu e colonizou o Brasil". Em má hora, claro! Da próxima vez que se deslocar a Portugal (porque já vi que é um vício de que não se liberta) espero que possa usufruir de um tempo melhor, sem chuvas e sem um "dilúvio" como o que agora tanto o afectou. E, se acaso se constipou ou engripou com o clima, uma coisa quero desejar-lhe, com a maior sinceridade: cure-se !

Francisco Seixas da Costa
Embaixador de Portugal no Brasil

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Ouro Preto!

A propósito deste vídeo, que foi gravado num concerto lá, lembrei-me da minha ida a Ouro Preto no interior do Brasil, no Estado de Minas Gerais.
A cidade, é provavelmente a melhor e mais bem conservada prova da presença portuguesa no Brasil.
Foi considerada Património Mundial da Humanidade pela UNESCO em 1980, e é um exemplo clássico das cidades portuguesas de estilo colonial.
A sua arquitectura, igrejas e esculturas são de uma qualidade ímpar, e a cidade apresenta um estado de conservação muito bom, mesmo tendo em conta os padrões do Brasil.
As igrejas, de forte influência portuguesa, são do estilo rococó, e pode-se encontrar ali as principais obras de um dos maiores escultores brasileiros, o "Aleijadinho".
A minha ida a Ouro Preto foi, na altura, uma agradável surpresa e lembro-me que foi lá que tive um dos melhores almoços da minha vida, na companhia de um óptimo cicerone, num restaurante fantástico onde estive 4 horas a provar iguarias mineiras, e de onde saí às 6 da tarde, depois de uma autentica orgia gastronómica!


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Apostas IV


Aposto que sei quem é que amanha vai andar aos tiros de caçadeira no centro de Marco de Canaveses!

Apostas III


Aposto que sei quem é a candidata autárquica, que tem uma reserva para o primeiro avião da TAP com destino ao Rio de Janeiro!

Apostas II


Aposto que este homem precisa de um aparelho auditivo!
Ou ele, ou as pessoas de Gondomar!

Apostas





Qual será a próxima eleição que o menino guerreiro vai perder?

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Prémio Nobel da Paz

Why didn't Barack Obama win the Nobel Prize for Literature?
Answer: He wrote 2 books.

Tirado daqui

Candidatos independentes

"Mas o motivo deste post é fazer uma abordagem a um tema que tenho visto crescer e que ainda não foi, na minha opinião, suficientemente discutido. Tem a ver com o aumento do número de candidatos independentes a concorrer às autárquicas."

Pode ser lido aqui

terça-feira, 6 de outubro de 2009

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

2057

Hoje viajei até 2057 e fiquei a saber muita coisas.
Deixou de haver problemas institucionais entre os órgãos de soberania, porque fomos comprados pelos espanhóis. Lisboa ruiu num terramoto provocado pela explosão de um submarino nuclear no Tejo, que tinha sido comprado em segunda mão, e que vinha com defeito, depois de mais um negocio ruinoso do ainda Estado português.
O mapa do país foi então refeito, sendo que, o norte de Portugal juntou-se à Galiza, tendo o Porto como Capital.
Mas, como a minha curiosidade era enorme, quis saber o que tinha acontecido aos actuais líderes políticos nacionais. Pois foi uma grande surpresa!
O actual Presidente da República morreu já muito velho, quando se entalou a comer uma fatia de bolo rei na vivenda Mariani, em Boliqueime.
O primeiro-ministro José Sócrates, também já faleceu. Apesar de já ter tido um enfarte, depois de ter sido apanhado a fumar um cigarro, na casa de banho de um avião, esta não foi a causa de morte. Morreu num trágico acidente, quando a sua casa ruiu, casa que ele próprio tinha desenhado e segundo suas declarações , seria a casa dos seus sonhos.
Francisco Louçã ouvi dizer que estava internado no Júlio de Matos, com uma camisa de forças, e passava os dias a gritar: isto é uma verrrgonha, temos de nacionalizar!!
Portas ainda é vivo, e acaba os seus dias numa herdade do Alentejo, a tratar da lavoura. O seu caseiro é curiosamente Manuel Monteiro.
Ainda soube mais algumas coisas, que prometi não divulgar, mas preparem-se que vêm aí acontecimentos bombásticos...

Quanto a mim, não vou para já divulgar o que me aconteceu, mas posso-vos dizer que tive o prazer de ver o F.C. Porto ser Campeão Europeu mais 5 vezes.
Até decidir se conto a minha historia ou não, deixo-vos uma foto que tirei a mim próprio!


quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Política em Riste

Análise Legislativas 09

Fazer uma análise a eleições legislativas nem sempre é um processo fácil, muito menos, em eleições como os do passado dia 27.
Para que se possa fazer uma analise objectiva e concreta é preciso distinguir dois tipos de sufrágio dentro deste acto eleitoral, o sufrágio dos partidos para a constituição de um governo, onde PS e PSD se batiam, e o sufrágio dos pequenos partidos cujo objectivo é conseguir eleger o maior numero de deputados possível, para terem uma voz mais activa no parlamento. O problema da própria dicotomia destas eleições é que estes dois sufrágios se interligam entre si, e um processo interfere necessariamente no resultado dos outros. Os votos não são elásticos e para que uns os ganhem , outros terão de os perder. Apesar de poder parecer óbvia esta leitura, é aqui que reside, na minha opinião, a essência destas eleições. Partindo o PS para estas eleições com maioria absoluta, era este o partido a quem todos queriam roubar votos.
Para além disto, o PS vinha de um governo de 4 anos muito desgastado. Há que reconhecer, em abono da verdade, que a sorte foi madrasta para o partido de José Sócrates. A estratégia do governo foi a de, tendo maioria absoluta na Assembleia da República, aproveitar esse handicap, para ser reformista em áreas muito sensíveis como a saúde e a educação, mas não esquecendo que no final da legislatura teria de haver um "desapertar do cinto", de forma a mostrar que todo o esforço que foi feito pelos portugueses tinha compensado, e que isso se sentiria no seu dia-a-dia.
O problema é que quando o governo se preparava para o fazer rebentou uma crise internacional que entrou pelas empresas e tecido empresarial português, já por si fragilizado devido a décadas de mau planeamento, fazendo aumentar as fileiras do desemprego e da exclusão social.

Por estas razões e outras mais, o PSD de Manuela Ferreira Leite (MFL) teria todas as condições para poder entrar nesta campanha com uma vantagem significativa.
O problema é que o PSD está, na minha opinião, a atravessar um grande deserto, está esvaziado ideologicamente, e esta condição não acaba mudando de líder. O PSD precisa de se reencontrar consigo próprio e com aquilo que deve ser uma ideologia politica subjacente. Não se vislumbra dentro do PSD uma linha politica coerente, é um partido à deriva ideologicamente. Ao contrario do PS que, em resposta à crise, apostou em dois eixos, competitividade e solidariedade social (ainda que esteja longe de atingir o primeiro), o PSD apresentou propostas avulsas sem uma estratégia de alternativa consolidada.
É talvez por esta serie de condicionalismos, que MFL é a grande derrotada da noite. Ela e a sua direcção politica. Ela e todos os que estiveram ao seu lado. Fizeram uma campanha completamente errada, acertaram sempre ao lado, muitas vezes com o alvo a meio metro de distância, senão vejamos: apostaram na questão da asfixia democrática, quando o PSD tem telhados de vidro, que vêm desde os tempos da segunda maioria de Cavaco Silva, apostaram na politica de verdade e tropeçaram pelo caminho, apostaram em atacar as grandes obras publicas como o TGV e não conseguiram passar a mensagem.

Quem consegui capitalizar esta derrota de MFL e do PSD foi Paulo Portas, que fez uma campanha assertiva, que concordando-se ou não, apresentou propostas, apresentou uma linha de orientação concreta e coerente com os ideais de direita assumidos, principalmente em questões como a segurança e justiça. Não é para mim novidade nenhuma que o líder do CDS tem faro e instinto político, e não constitui surpresa a vitoria do partido no seu campeonato, ou seja, o campeonato dos "pequenos". É verdade que é uma vitoria alicerçada na derrota do PSD, e que dificilmente o CDS consegue ter um bom resultado em eleições legislativas com um PSD forte.
Por fim, referir que o bloco é também para mim, outro dos derrotados destas eleições. A estratégia, por mais que Louçâ diga o contrario, não era só retirar a maioria absoluta ao PS, era tornar-se um partido da esfera de poder, ou seja, um partido que pudesse ter um papel decisivo na matemática parlamentar. Não consegui atingir esse objectivo, e mesmo crescendo bastante, fica aquém daquilo que eram as expectativas dos seus dirigentes e votantes.

A CDU começa a quebrar, e penso estar a iniciar uma descida que a irá levar a um patamar mais baixo de eleitorado base, e consequentemente perda de influencia a nível parlamentar.
Mesmo não gostando de simplificar as coisas a este ponto, penso ser óbvio que os grandes vencedores foram em primeiro lugar o PS, porque apesar de todas as contrariedades consegue ganhar as eleições e o CDS porque obtêm um resultado que dificilmente poderá repetir no futuro.
Por contraponto, PSD, BE e CDU, não atingem os seus objectivos eleitorais, sendo que no caso do PSD a derrota assume um peso muito diferente dos outros dois, porque tem uma votação ao nível da de Santana Lopes, com a agravante de ter tido nestas eleições condições muito mais favoraveis.
Também pode ser lido aqui

Actualizaçao!

Para amanhâ fica prometido uma analise às eleições legislativas, até lá deixo isto: