



Faz hoje 5 anos, e parece que foi ontem! Saí de casa às 4 da manhã, para apanhar um voo charter e regressei às 7 da manhã do dia a seguir! Foram 27 horas alucinantes e absolutamente inesquecíveis!
Ao ver este vídeo, principalmente os 30 segundos finais ainda hoje fico arrepiado!
A questão, na minha opinião, prende-se com o facto de este ser um acto eleitoral que vai ter fraca participação, o que aliás já é uma tradição das eleições europeias, não só em Portugal como no resto da Europa, por razões que são conhecidas, e que se prendem com a profunda falta de conhecimento por parte dos eleitores relativamente à organização e funcionamento das instituições europeias. Para além da fraca participação, este é um ano atípico em termos de calendário eleitoral, uma vez que se assiste a três actos eleitorais, sendo um deles as eleições legislativas. A leitura que José Sócrates e o PS fizeram, foi na minha opinião, a de que estas eleições deveriam ser entendidas como uma eleição de protesto por parte dos eleitores relativamente a uma conjuntura nacional de grave crise. Portanto, a melhor maneira de suavizar um eventual desaire eleitoral seria a de escolher um candidato que reunisse duas condições essenciais: a primeira que não estivesse ligado directamente e como figura de primeira linha ao PS, e que portanto, em caso de má prestação não “chamuscasse” o partido; e a segunda que fosse um candidato que mostrasse ao país um partido de esquerda, ou melhor, o grande partido da esquerda democrática, em contraponto ao BE.
Neste sentido, Vital Moreira, assumia-se como um bom candidato, porque para além de reunir estes dois factores, granjeava também de algum prestígio como professor de direito e como constitucionalista.
No entanto, a pré-campanha não correu bem para o candidato e para o PS, com debates desastrosos na televisão, peripécias de agressões, e com más interpretações.
Eu penso que o PS e José Sócrates não contavam com este tipo de desempenho, e não sei se este resultado, aliado a, reconheça-se, uma boa campanha por parte de Paulo Rangel, não poderá começar a inverter a tendência de voto para as eleições de Outubro. Dificilmente o Partido Socialista perderá essas eleições, mas também o objectivo não é apenas o de as ganhar, mas sim o de ter maioria absoluta.


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