sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Queres democracia? Vai para a Coreia do Norte! (II parte)

Na semana passada, tive uma simpática conversa com uma pessoa amiga, que este ano foi uma das felizes contempladas com 1 dos 1500 vistos que a Coreia do Norte atribui para visitar o seu país. Isto quer dizer, que na Coreia do Norte não há necessidade de ter um Manuel Pinho a mudar os nomes às regiões por causa do Turismo, porque só há 1500 turistas por ano.
A minha natural curiosidade sobre o país, (que recordo, não tem acesso à internet, é proibido o uso de telemóveis, e vive fechado do mundo, só sendo noticia quando o Grande Líder decide lançar um missel, em experiências nucleares.) era muito grande. Como será que vive esta gente? Como é o dia-a-dia?
Pois fiquei a saber que na Coreia do Norte os turistas andam de autocarro, acompanhados por guias do estado e por membros do exercito, e só vão a sítios designados por estes. Não se pode tirar fotos nem filmar, excepto se for a uma estátuta do Grande Líder (que por sinal está espalhado em todo o lado, cumprindo assim o típico culto da personalidade), e mesmo assim não se pode imitar a pose de Kim Jon il. À noite é proibido sair do Hotel, e as visitas turísticas são sempre feitas a museus caducos, onde se pode ver em exposição, por exemplo, um bombardeiro americano abatido nos anos 50 e outro tipo de patéticos troféus de guerra.
Na Coreia do Norte, a televisão está sempre a transmitir cenários naturais lindíssimos com uma musica muito calma, numa espécie de ZEN TV. Não há telejornais, nem jornalismo sensacionalista, não há conflitos nem confusão!
Depois desta conversa fiquei a pensar: como será possível manter um regime assim? Não seria óbvio haver uma massa critica de jovens, de intelectuais, de alguém que se agite e tente mudar o regime?
A possibilidade de entrar neste pais, que em pleno sec XXI vive numa espécie de Twilight Zone, deve ser uma experiência única!!
Para o ano, está decidido, quero ir para Pyongyang!

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